segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Somos um povo de merda.


Somos um povo de merda.
Desculpem os mais sensíveis a rudeza do título, mas não há outro possível.
A história nos mostra que a afirmação é verdadeira. Somos um povo de merda que aceita tudo passivamente, que não se informa, que não estuda já que ser descolado é mais importante. Temos ídolos mais ignorantes que uma porta, aplaudimos “youtubers” racistas, homofóbicos, grosseiros, que convencem a nós e a nossos filhos que consumir isso ou aquilo é fundamental. Em verdade nem de nossos filhos cuidamos pois os entregamos aos aparelhos eletrônicos e, quando nos damos conta da merda que fizemos com a educação deles, culpamos os professores, as escolas, tudo e a todos mas não a nós mesmos. Acreditamos fielmente no que nos diz a televisão, e olha que temos uma rede mundial de computadores onde poderíamos, se nos interessasse, buscar a verdade. Mas claro que não pois todo o imbecil tem certeza de tudo, e assim somos.
Permitimos que canalhas nos digam que a ditadura militar foi boa, que “matou vagabundo”, que “direitos humanos é coisa de bandido”, ou seja, somos burros e criminosos, pois defender a morte de inocentes como fizeram as ditaduras mais hediondas (as das américas) é no mínimo um crime de lesa humanidade. Façam uma experiência, perguntem a quem alardeia imbecilidade sobre Direitos Humanos qual dos direitos elencados como tal ele conhece, mas se prepare, pois, a resposta será ainda pior ou, então, tua pergunta será seguida por um profundo silêncio.
Somo tão canalhas, estúpidos, imbecis que temos funcionários públicos pedindo Estado Mínimo, gente que tomou um pé na bunda com as privatizações da era FHC exaltando as excrecências dos seguidores desta anta (com total respeito às antas, obviamente).
Umberto Eco disse que as redes sociais nos deram uma imensidão de idiotas, e nisso, não tenham dúvida, estamos em primeiro lugar. Para comprovar isto basta passar uma tarde ouvindo, e não lendo nas redes sociais. Ouvindo por que aí se comprova que as pessoas realmente pensam aquilo que escrevem nas redes. Mas se preparem para que uma imensa vergonha de fazer parte da humanidade comece a apossar-se de ti. Mas preciso discordar do escritor de O Nome da Rosa, pois não foram as redes sociais. Os idiotas, os ignorantes por opção, os racistas, os canalhas, já estavam aí. Lembram do Collor no debate contra o Lula, onde ele mostrou uma pilha de folhas em branco dizendo serem provas que apresentaria? Fake (como dizem os jovens) orquestrado por um grande diretor midiático que confessou anos depois.
Nunca fomos um povo acolhedor, nunca fomos gaúchos politizados. Constrói-se a imagem que se quer e passa-se a acreditar nesta construção, por mais inverossímil que possa ser. A imagem nos passa a ser repetida constantemente para que acreditemos nesta construção. Escola, mídia, governos, religiões (salvo raras exceções) se sucedem na árdua tarefa de manter a população imersa em uma realidade irreal.
Um povo acolhedor não varreria para debaixo do tapete, por anos, ter nascido do estupro de mulheres indígenas e negras. Um povo acolhedor não faria festas em charqueadas (campos de concentração do período mais cruel da história do país). Um povo acolhedor não apagaria a história desses mesmos povos que forma massacrados em nome de uma superioridade inexistente, em nome do lucro e do luxo fabuloso.
Um gaúcho politizado não negaria que a tão comemorada revolução farroupilha, em verdade, tinha o intuito de desonerar estancieiros, donos das mesmas charqueadas que matavam da forma mais cruel a inúmeras pessoas consideradas animália por seus “donos”. Um gaúcho politizado, ainda que cultivasse suas “tradições”, teria a consciência de que tais eram os costumes da elite gaúcha, e não daquele que trabalhava no campo. Em sendo politizado saberia que as frentes de batalha sempre foram povoadas por escravos e peões, não pelos generais, que viraram nomes de ruas e praças. Também não teria escondido que durante as guerras se tortura, se mata, se estupra o inimigo, se rouba e, como fez Caxias, se incendeiam hospitais com os doentes dentro.
Somos seres vis. Gostamos do outro desde que o outro faça tudo o que queremos, como queremos e quando queremos. Somo um vírus que leva nossa canalhice, sem que percebamos, nós mesmos, a todos os cantos.
Por sorte temos o carnaval, onde podemos assediar por que é “romântico”, nos embriagar por que é “só hoje”, nos fantasiarmos de ricos, de negros, de índios, de heróis, e voltar na semana seguinte onde nada, ou tudo, continua acontecendo.
Bom dia proceis!

sábado, 29 de abril de 2017

Somos todos canalhas.



SOMOS TODOS CANALHAS.
               
                    
                     Não se assustem. Reflitam.
                Sim, a afirmativa é correta. Somos todos canalhas. Nos incomodamos com o trânsito parado, com a longa fila no caixa do supermercado, do banco. Nos deixa completamente irritados o fato desta ou daquela loja não estar aberta. Nos deixa de cabelo em pé o fato de termos que passar por uma multidão de pessoas gritando à nossa volta. Sim, somos uma sociedade de canalhas.  O que não nos incomoda é a corrupção. Sim pois ficamos completamente indignados com o “azulzinho” que nos importuna quando em fila dupla esperando nosso filhinho amado que não pode caminhar muito além do portão da escola (pobrezinho); nos achamos espertos com o troco a mais que não devolvemos; somos tremendamente justos com a empregada a qual não pagamos o salário mínimo, não assinamos carteira e tampouco lhe conferimos os demais direitos, afinal, quem ela pensa que é, já dou emprego, do que mais ela precisaria né?
                Somos canalhas quando a dor do outro pouco me importa, pois que sorte eu tenho de ter nascido aqui, seguro, sem medo, com um colchão para dormir tranquilo depois de beber meu leitinho morno a noite. Somos canalhas quando choramos pelo pobre cachorrinho abandonado, de costas para quem dorme na rua, para quem esta à margem, afinal, nós não estamos lá, somos “pessoas de bem” como dizia o jornalzinho da Ku KLux Klan. Somos canalhas, hipócritas, verdadeiros filhos da puta, quando enxergamos o mal no outro, mas não em nós. Quando a Tv nos diz o que pensar e ficamos felizes com isso, pois nossa zona de conforto não será alterada.
“Baderneiros! Vândalos! Destruindo o patrimônio privado!”
É a isso que nos reduzimos: um patrimônio privado. Engolimos diariamente a falácia que todos temos as mesmas chances, todos temos os mesmos direitos...Onde? Quando? Desde os anos 50 sonhamos em ser Norteamericanos. Sonhamos, temos verdadeiros orgasmos imaginando o modo de vida estadunidense, mas sinto lhes informar, eles não nos querem lá, nem cá. Sonhamos em ter seus “herois” no quintal de casa. E já os tivemos, e nem percebemos, ou fazemos de conta que não percebemos. Lembram 64? Lembram 2016? Pois é.
Somos todos canalhas, pois repetidamente elegemos pessoas tão canalhas como nós. Nos permitimos acreditar que o liberalismo econômico, que visa o lucro, e tão somente o lucro, será bom para nós, que não somos empresários, pois fomos convencidos que só nos cabe trabalhar, trabalhar e trabalhar. Enquanto isso, em outros cantos do mundo, onde já reina, mesmo que de forma singela, a empatia, já se sabe que o ser humano é mais importante que a máquina, ainda que máquina humana. E essas pessoas que elegemos não estão nem ai para nós, pois só tem em mente o próprio lucro, o próprio bem estar. E por que as elegemos? Porque também pensamos assim. Primeiro “eu”, depois “eu”. E isso se reflete em casa também: “eu mando”, “eu quero”, “eu posso”, “isso é meu”.
Sinto lhes informar mas canalhas não mudam canalhas. E não adianta igreja, templo, centro espírita, terreiro, seja lá o que for. Canalhas não mudam canalhas. “Deus te abençoe, mas a mim primeiro.”
E esta mesma sociedade canalha cria meios para se manter. Quer exemplo melhor que homens pobres, com pouca instrução, com salário miserável e parcelado, atacando gente pobre, também com salário miserável e parcelado, para defender justamente quem lhe mantém miserável? É surreal, mas é verdade. E se cria toda uma atmosfera de “poder” para convencer estes pobres e miseráveis atacantes de que estão fazendo o certo. Todo um ritual de passagem, de transformação, lhes dão roupa especial, estrelas, divisas, treinamento 9ainda que muito básico, pois também é perigoso lhes manter muito bem treinados, vá que comecem a pensar por si) e armas...ai sim, estão completamente convencidos de que são “Os escolhidos”, salário, justiça, empatia, nada importa, pois são a lei e a ordem. Não comem bem, não vivem, quase não vêem a família...se suicidam...mas são a lei e a ordem. Lei e ordem para garantir e proteger quem?
E a canalhice se repete em todos os setores. A sociedade dita moderna cria até termos novos para manter a ralé (ou seja, nós) conformados. O trabalhador se tornou o colaborador, o associado, sim pois quem colabora ou se associa não reclama, se sente parte do todo. Mentira. Mentira. Ilusão. Esse mesmo colaborador, este mesmo associado, é substituído como uma peça que não serve mais quando não interessa mais ao sistema de canalhas mundiais ou locais.
“Tapinhas nas costas” continuam sendo o gesto preferido dos canalhas, pois dá uma idéia de proximidade, mas não de contato, não de proximidade. Quantos abraços tu já recebeste,  e de quem? Comecem a prestar atenção. E dentre estes abraços quando te deram a sensação de afago e quantos te deram a idéia de distanciamento, frieza? São os canalhas, que simulam até as sensações, mas não conseguem disfarçar diante de um espectador atento.
Precisamos nos “descanalhizar”, todos os dias, como o alcoólatra, um dia de cada vez. Aprender a sentir a dor do outro. A ver que o melhor pra mim, se não for o melhor para todos, não é o melhor. Deixar de lado o próprio umbigo, sair da nossa concha.
Bom dia a todos. A canalhice que há em mim,saúda a canalhice que há em ti.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coisas Estranhas Acontecem


Coisas estranhas acontecem quando estamos felizes. Coisas inexplicáveis mesmo. Por exemplo, ontem pela manhã enquanto minhas mulher vinha quieta e um tanto sérias após uma manhã cansativa de aulas, eu vinha dirigindo ao lado dela fazendo vozinhas engraçadas (ao menos para mim), tipo “Fredie Mercury prateado” do programa de tv. E não parou por ai, a noite quando ia para o plantão do curso onde leciono, cruzei à frente de um motoqueiro (embora estivesse beeeeem distante dele) ele buzinou como se eu tivesse avançado arriscando algum acidente, qual foi minha reação:
  1. Abaixei o vidro e xinguei o cidadão que não soube onde se meter.
  2. Me encolhi no banco pois ele podia vir e me bater.
  3. Nada, pois o que vem de baixo não me atinge.
  4. Olhei para ele coloquei a língua pra fora e fiz uma careta.
Acertou quem apostou na opção 4...sim, eu fiz isso. Algo inimaginável para uma pessoa que passava os dias de terno há alguns anos. Impensável para quem ficava frente a frente com juízes e promotores.
E o que motiva essa felicidade inexplicável, onde até a falta de dinheiro, embora estressante, tem o seu “que” de romantismo? O que leva a pessoa decide, aparentemente sem qualquer razão, aprender acordes de violão com o filho de 09 anos, que também está aprendendo, para o desespero dos tímpanos da esposa (a mesma que teve que aturar as vozinhas engraçadas)? Crise dos 40? Tenho 41. Senilidade precoce? Não tenho histórico familiar. Drogas? Nem pensar. Sem qualquer possibilidade. Nem as permitidas.
Lhes respondo o motivo de tamanha felicidade. Simples. Ter encontrado aos 41 anos a vocação, fazer finalmente o que se gosta, após 12 anos de desilusão profissional. Lecionar é conhecer pessoas, é partilhar sonhos, esperanças e desejos. Dar aulas para uma turma de 100, 60, 30 ou 02 alunos é simplesmente FANTÁSTICO. E não importa se são crianças, adolescentes, adultos ou pessoas com mais idade que tu, os sonhos afloram nos rostos a cada descoberta, a cada conhecimento que é partilhado. Sim partilhado pois nossa função não é mais de único detentor do conhecimento, mas sim um partilhador, alguém que auxilia, que conduz, que norteia o caminho do aluno para que ele, a partir do que já conhece, descobrir o mundo novo.
Não há incentivo? Não há valorização? Não, não há. Mas mesmo assim as faculdades de licenciatura ainda recebem alunos, muitos não tem a intensão de continuar no curso e mesmo lecionar. Mas ao primeiro contato com as turmas, com os estágios, mudam de ideia e seguem a carreira da docência...por que? Justamente pelo fato de que sonhos, ideais, gente, convívio e carinho contagiam, eu até diria que viciam. A relação aluno x professor tem tudo para ser mágica, mesmo com aqueles que nos deixam loucos diariamente, pois o desafio de conquista-los nos motiva a estudar, a buscar mais e mais formas de trazê-los para o nosso mundo.
Sempre fui um viciado em aprender e ensinar, até hoje não sei explicar o que me desviou do caminho das licenciaturas (até suspeito, mas isso é assunto para outra crônica). Domingo passado, no aulão do Desafio, e ontem no plantão como o grupo de professores, tive uma sensação tão boa e indescritível, que não tive alternativa além de partilhar com todos aqueles que esta crônica alcançar.
Com a proximidade do ENEM seria interessante se cada candidato fizesse uma reflexão sobre o curso que irá escolher futuramente. Se pergunte se é isso mesmo que se quer fazer, se não se está apenas correndo atrás de um dinheiro que não virá, pois só se tem sucesso fazendo o que se gosta. Se pode manter a aparência de felicidade e realização, se pode manter a emoção da formatura na cabeça, mas não no espírito, não no coração. O dinheiro que se ganha infeliz nunca é suficiente, já o que se ganha feliz, por pouco que seja, nos é suficiente e, por vezes, até sobra. As dificuldades que se enfrente fazendo o que não se gosta são um saco; as que surgem fazendo aquilo para o que se tem a real vocação são desafios impulsionadores; o cansaço que se sente ao final do dia de um trabalho qualquer é destruidor, estressante, nos adoece; já o cansaço deste trabalho que falo, é recompensador, é uma forma de aliviar toda a tensão de quaisquer outros problemas que venhamos a ter.
E qual é a dica do tio Jefferson para todas essas crianças (de todas as idades) que farão o ENEM pensando em suas futuras carreiras? Não abandonem seu sonhos, não corram pura e simplesmente atrás do dinheiro, mas sim da felicidade profissional, pois o resto vem junto. E tenham certeza que, de certa forma, estas felicidades, a felicidade está ai dentro de ti, esperando se encontrar com essa outra felicidade que está fora ainda, vão se juntar e tua vida será uma fonte de realizações e de sucessos diários. Ou seja, nunca é tarde.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Protestos x vândalos x governos



Acabei de ouvir o governador Geraldo Alkimin falar, em tom sério e com ares de gravidade e preocupação, que os responsáveis, pelos atos de vandalismo em São Paulo, os hoje chamados de “mascarados” serão identificados e responsabilizados...Impossível não parar para pensar, ao menos para os que praticam ainda este ato, nestes “responsáveis” que serão identificados, os mascarados como já disse.
Meu peito encheu-se de responsabilidade cívica (isso é lá do tempo da Moral e Cívica e OSPB nas escolas) e decidi tentar ajudar o nosso tão empenhado e tristonho governador de São Paulo a realizar tão árdua tarefa. Comecemos pelo início, como diria o bom e velho dito popular.
Houve um certo Caminha, cuja alcunha era Pero Vaz que ao término de uma carta para “El Rey” (sim com “y”) pede: “E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê.” Trazendo para estas terras recentemente descobertas o “favor”, o “jeitinho” português, o tão conhecido “uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto”. Isto sem falar em todos os que desfrutaram da “hospitalidade” indígena que é relatada em vários trechos e para todos os gostos.
Depois, avançando no tempo, temos os mais diversos desbravadores, em sua maioria degredados, que vieram para o Brasil, não que todos fossem de má índole, mas a tentativa de escravizar os índios (que quando caçados os filhos eram deixados no mato para as onças comerem). Sim nossos heróis desbravadores, os Bandeirantes (claro também eram assassinos covardes, estupradores, e ladrões – isso lembra Legião).
Mais alguns passinhos no tempo e chegamos à questão da escravidão dos africanos no Brasil, não podemos deixar de lembrar que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, que manteve o tráfico por muitos anos após sua proibição, e também que primeiro o governo imperial desonerou os fazendeiros, libertando crianças e velhos, que ao invés de fonte de trabalho eram de despesa, para somente em 1888, libertar os escravos sem qualquer direito a indenização, remuneração, moradia, NADA. Nossa tão comemorada Princesa Isabel e seu “papi” D. Pedro II e sua declaração da abolição que, nas entrelinhas, diz mais ou menos assim: “Estão livres, agora se vira neguinho!”.  Ou seja, a primeira governante (ou quase isso) a fomentar o desenvolvimento das favelas (as pejorativas, não as chiques de hoje).
Outro evento importante para a solução, captura e identificação dos responsáveis foram as eras Vargas (agora serei apedrejado em praça pública). O Pai dos Pobre (e mãe dos ricos); criou os direito trabalhistas (para trabalhadores que não tinham direito algum); nazista do fã clube do Hitler e do Mussolini; criador do PTB (e do PSD também). Talvez nosso presidente nanico e gaúcho tenha inaugurado abertamente a frase “Ele roubou mais fez!”, ou será que foi um ex-prefeito aqui de Pelotas? Fica a dúvida. O término dos seus governos terminou como todos sabem, com um tiro na cabeça não se sabe se por vergonha do que estava sendo descobertos sobre sua pessoa, ou se por medo de enfrentar o futuro. Que descanse em paz!
Em seguida (“em seguida” em termos históricos por favor) temos 64 e a quadrilha fardada toma o poder, ai melhor nem comentar: corrupção, favorecimento, tortura, perseguição, censura, assassinatos, e por ai vai...foram 19 anos...vindo a agonizar o regime quadrilheiro com o atentado no Rio Centro (lembram? Não vocês são muito novos para lembrar disso!).
Viva! Democracia! Tancredo morreu, veio o José Ribamar, hoje imortal e sultão do Ribamarquistão (ou Sarneiquistão, como dizem alguns, o lugar onde outrora era o estado do Maranhão) com suas ideias mirabolantes, e o jeitinho, a corrupção, os desmandos comendo solto pelo país. Não deu certo! Outra “salvação da lavoura”, o Marajá das Alagoas, o caçador de corruptos, o rei do visual, o carateca do século o “duela a quien duela” Fernando Afonso. Era a salvação, quase uma “Menina Superpoderosa”, forte, alto (alguns dizem que também era bonito)...inaugurou o impechment no Brasil. Sem comentários.
Asumiu o Itamar com seu ministro FHC, o Plano Real, ai as coisas começaram a entrar nos eixos. O FHC virou presidente, o Real continuou dando certo, veio o Luis Ignácio, o real também continuo na mesma, a economia numa boa (isso é gíria velha), veio a Dilma, manteve tudo na mesma, o Real, sempre o Real...pena que nenhum deles se lembrou que continuavam alimentando a corrupção, dando “papinha” para os “bebês” de Brasilia, esqueceram que a saúde, a educação, a infraestrutura, tudo isso precisa de algo além do que um Plano Real. Alguns esquerdas assumiram o poder neste meio tempo pós-ditadura ,mas mantiveram os mesmo discursos de seus antecessores, fossem eles de centro ou abertamente de direita. Um certo governante chegou ao cúmulo de assinar um projeto de lei e não cumpri-lo quando tornou-se governador (né Tarso?).
E no rastro dessa situação onde não se sabe mais o que é quem, pois governo e oposição só separam-se em vésperas de eleição (como está acontecendo agora), surgiram novas-velhas esquerdas, com a mesma conversa das esquerdar anteriores, tirando coelhos da cartola, tornando tudo fácil como qualquer vertente político-partidária faz enquanto não chega ao poder.
Ou seja, acho que consegui ajudar o governador de São Paulo. Para se buscar, descobrir, responsabilizar a todos os que praticaram os atos de vandalismo basta prender, ou chamar para “averiguação” Caminha, vulgo Pero Vaz; alguns líderes Bandeirantes (sugiro os que fundaram São Paulo); a Isabel, outrora princesa e seu pai Pedro II; o baixinho (não da Xuxa mas de Hitler e Mussolini) G. Vargas – inclusive é nome de bairro aqui em Pelotas;  os fardados de 64 à década de 80 – alguns estiveram e estão em Brasilia ainda; Sua Majestade o Sultão do Ribamarquistão (esse pode deixar para mais tarde pois é imortal); Sua Majestade o Marajá das Alagoas; a dupla sertaneja Itamar e FH; e, por fim, mas não menos importante, os irmãos siameses Luis e Dilma.

Pronto! Facinho, facinho. E nem máscara eles usam.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013


Algumas diferenças marcam este Rock in Rio 2013 daquele lááá dos anos 80:

1 - Assisti pela globo - estou assistindo pelo Multishow rezando para não cortarem a tv a cabo(dããã);
2 - Havia muito rock' n rol - tenho lá minhas dúvidas (Ivete? só falta sertanejo universitário);
3 - Não fui - não vou (notaram o tempo verbal?);
4 - Eu conhecia várias letras de músicas - não sei nenhuma (nem as da Ivete);
5 - O Zeca Camargo não estava lá - ele estará;
6 - Eu  não tinha 20 anos - eu tenho.....deixa prá lá!
7 – O Lula sonhava em ser presidente – prefiro não comentar;
8 – Rock in Rio era uma festa – Rock in Rio® é uma marca;
9 – A transmissão era ao vivo globo (igual as lutas do UFC que eles transmitem – é ao vivo mesmo, de verdade, acreditem!
10 – Os Metaleiros correram o Lobão – Cadê os metaleiros? Cadê o Lobão?
11 – Fredy Mercuri deu um show – Fredy Mercuri morreu;
12 – Teve B52 – teremos....teremos...sei lá um monte de gente...
13 – Rock in Rio era só no Rio – já teve em Portugal, Espanha, Marte, Júpiter....
14 – A seleção era tri – a seleção é penta;
15 – O Brasil tinha inflação – o Brasil tem inflacinha;
16 – Eu tinha cabelos compridos – eu tento ter cabelos;
17 – Eu sonhava em fazer uma faculdade – estou na segunda, pensando na terceira e sonhando com a quarta;
18 – Eu não tinha barriga – dizem que tenho....eu não acredito;
19 – As pessoas se vestiam com roupas estranhas – algumas pessoas quase não usam roupas;

20 – Eu ouvia (e tentava cantar) Cazuza, Titãs, Legião – meu filho canta e dança Gustavo Lima, Teló, a música da piradinha (ai...ai...ai...perdoai-o ele não sabe o que faz);

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Os vírus voltam....
                Pois é...podem acreditar. Quando todos nós que vivemos o final dos anos 90 e primeira década dos 2000 pensávamos que os mortos não iriam se levantar dos túmulos, como nos diziam alguns gurus e malucos em geral, vem a notícia de que “É o tchan!” vai voltar. E não se iludam, não vai ser só para uma “comemoraçãozinha” de “seilaquantosanos” não...eles vão tentar ficar, vão tentar entrar nos nossos ouvidos e cérebros como fizeram antes. Eles chegam de mansinho como se fosse um resfriado, é incômodo mas se aguenta, e vão se instalando no corpo todo.
                Começa sempre pelo nariz, como uma coriza vai perturbando, causando barulhos estranhos que quase não controlamos (frunnqs, ahrrgs e cofcofs são comuns). Logo em seguida nossa garganta e cordas vocais ficam irritadas com o cantarolar quase que incontrolável de refrãos grudentos e pegajosos, que são repetidos quase que em coro pelas ruas, ou seja, o contagio a nível municipal está consolidado. Espalhar pelo país e pelo mundo é uma questão de tempo.
                Em um segundo estágio a infecção toma conta do corpo, as pessoas se remexem como se fossem lagartixas em um frigideira quente, sozinhas, em duplas ou em bando, em um frenesi quase que incontrolável e altamente contagiante, pois o contado visual da cara e do sorriso bobo que a pessoa estampa quando dança..errr..quero dizer, quando se remexe como lagartixa, é altamente irresistível. O remexer e rebolar de regiões do corpo, em especial dos glúteos, atinge a homens e mulheres indiscriminadamente...em uma profusão de corpos suados, contagiados pela música, digo, pelos ruídos ensurdecedores e frase e sílabas repetidas e que jamais, eu disse jamais, saem da cabeça das pessoas...AAAAli babá/....AAAAAli babá/.
                “Alá ralando o tchan/, ai/, Ála ralando o tchan/, Habib...”ops...
                E a infecção continua a se alastrar...toma conta do país, do mundo, sim pois os músicos, quer dizer, o agente infeccioso, não resiste a ir a todos os lugares possíveis, sim pois o comportamento comum dos vírus é sempre procurar mais e mais hospedeiros...”Amarra o tchan,/ segura o tchan, tchan, tchan, tchan...”
                A partir do estágio final da infecção a pessoa não consegue mais dizer coisas com coisas...”É o tchan no Havai/ toca esse pandeiro/ toca a mão no couro...”não domina mais suas ideias sem que venham em sua mente os acordes maravilhosos... digo, o som ensurdecedor...”o califa tá de olho no decote dela/ o califa ta de olho no peitinho dela/....”a escrita se torna quase inteligível, os textos perdem a coerência, a coesão... “Pau que nasce tooorto, nunca se endireita/ menina que requebra/ mãe pega na cabeça...”e a música, digo, a melodia ,quer dizer, o som maravilhoso, o ritmo...não o vírus...sempre vence...amarra o tchan, segura o tchan, tchan, tchan, tchan tchan....

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pronto! Criei o "tal" Blog.

Pronto! Me curvei a já tão usada e batida mania de criar um Blog. Os motivos? Não tenho a menor idéia. Talvez pela urgente necessidade de falar (não no sentido literal obviamente) e como nem sempre tem-se quem escute, pode ser que haja alguém disposto a ler.
Mas escrever um blog é muito mais que simplesmente falar, dar opinião...é quase como um confessionário, como um amigo íntimo a quem se contam os segredos (pena que em muitas ocasiões estes amigos íntimos são mais fofoqueiros que os habituais). Um blog é a chance que se tem de dizer o quem pensa, e de graça - ao menos foi o que entendi quando comecei este troço - sem correr o risco de ver o interlocutos com cara de sono, fingindo interesse com aquela prega de preocupação na testa que se traduz por "poxa, será que ainda vai demorar muito...", ou pior ainda, como faz o meu filho de 07 anos, repsondendo com monossílabos (hã?! Isso.. Claro...). Talvez isso seja o mais importante de um blog: a ausência física de um interlocutor e, ao mesmo tempo, a possibilidade de se falar para uma multidão - mesmo que esta multidão seja composta de dois ou três parentes caridosos - na verdade é algo mágico, pois se pode fugir de toda e qualquer crítica, é fácil, basta apagar.
O blog também pode ser útil como primeira etapa para quem tem medo de falar em público. Sim porque não? Escrever um blog é expor suas idéias às opiniões alheias - mas lembrem-se que as mais violentas podem ser apagadas - a um grupo de leitores, a um grupo de amigos. Um segundo passo seria pela publicação de vídeos - para o qual ainda não estou preparado. Imaginem só...após "pagar mico" na internet para passar vergonha ao vivo é um passo, ou seja, "Como falar em público - ou ser fiasquento - em três passos". Acho que descobri um novo filão comercial para os blogs (atenção aos meus direitos de registro de idéias). Já posso até ver as minhas ações na nasdaq...caindo...subindo...caindo, caindo, caindo...subindo, subindo, subindo.
Criar um blog é uma decisão difícil, pois descobri isso após os três anos que passei em dúvida se faria ou não. Sim são muitas responsabilidades, imaginem só...e se amanhã eu não tiver o que escrever? Se não acontecer nada que me de motivos para escrever, até por que não sou nenhum Machado de Assis  - ou mesmo um Assis Moreira - para dizer algo de relevante ou irrelevante o tempo inteiro, ou mesmo para estar diantes das câmeras vendendo e comprando meu irmão para o time que oferecer mais (momento vingança). Já imaginaram? E as preocupações? Já estou preparado psicologicamente para não dormir mais, sim pois as dúvidas acerca do que escrevo, da grafia correta das palavras, do emprego dos porquês (certamente todos neste texto estão errados), da sintaxe (até entendo minha professora não gostar muito de mim), ou seja, adentrei, voluntaria e conscientemente, nas portas do inferno.
A criação do blog tras também as dúvidas quanto a reação das pessoas que nos cercarm - muito provavelmente os primeiros, em alguns casos, únicos, leitores. Dos colegas de faculdade (sim sou aluno de Letras Português/Espanhol e Licenciaturas), dos amigos, parentes - minhas sobrinhas vão rir muito de mim. Até parece que estou vendo o comentário do meu pai:_"Isso vai dar dinheiro? Vais precisar pagar alguma coisa? E trabalhar tu não vais?" Assim são os pais. Já minha mãe certamente vai dizer: "_Manda para o jornal!!! Tu sempre escreveste bem meu filho! Lembra das tuas poesias?"É...assim são as mães - Ainda bem que coloquei todas fora, e as que não coloquei não publico nem sob tortura...mas se alguém insistir....Minha mullher (professora) vai me dizer: "Tá depois eu leio..." E claro que eu vou insistir: "_Já te disse...depois eu leio" Provavelmente só lerá depois que eu fizer "olhos do gato de botas" ela sentará em frente ao computador para ler...e concluir: "_É...tá bom...já tinha te dito para voltar a escrever."
Mas o melhor de tudo será a reação do meu filho. Todos sabem que na infância somos os heróis deles, na adolescência somos "os velhos" (embora ele com 07 anos já me chame assim) e quando eles forem adultos somos os estorvos. Mas vai ser mais ou menos assim: "_Que legal pai! Que é um blog? Todo mundo vai ler? Me conta uma história? Posso jogar videogame? Tô com fome...posso comer bolachinha? Posso ver tv? Quando é o Natal? E o meu aniversário? Falta muito? Vamos jogar bola? A não!!! Banho agora nããão...!Mãããeeeee...olha o pai me incomodando!" Mas ser pai sem isso não tem graça.
E o pior de tudo ainda está por vir. Como aluno apaixonado pela linguística (a matéria, não a professora, sou muito bem casado a 11 anos), já estou esperando os petardos dos professores de português. Já imaginaram o proessor Pasquale lendo isso??? Impossível não ter na tela mental a imagem de um inquisitor "interrogando" o pobre, pequeno e alquebrado suposto bruxo, eu - não se incomodem, essa projeção mental faz parte do meu ego enorme.
Bom, como ia dizendo lá no início, resolvi criar esse blog, quem sabe alguém mais se interessa pelas minhas opiniões sobre os mais diversos assuntos, vá que alguém aproveite alguma coisa, ache relevante e acabe me tornando uma "Marta Medeiros" (Cruz credo!), embora uma futura entrevista no Jô Soares não seja nenhuma má idéia.