terça-feira, 8 de outubro de 2013

Protestos x vândalos x governos



Acabei de ouvir o governador Geraldo Alkimin falar, em tom sério e com ares de gravidade e preocupação, que os responsáveis, pelos atos de vandalismo em São Paulo, os hoje chamados de “mascarados” serão identificados e responsabilizados...Impossível não parar para pensar, ao menos para os que praticam ainda este ato, nestes “responsáveis” que serão identificados, os mascarados como já disse.
Meu peito encheu-se de responsabilidade cívica (isso é lá do tempo da Moral e Cívica e OSPB nas escolas) e decidi tentar ajudar o nosso tão empenhado e tristonho governador de São Paulo a realizar tão árdua tarefa. Comecemos pelo início, como diria o bom e velho dito popular.
Houve um certo Caminha, cuja alcunha era Pero Vaz que ao término de uma carta para “El Rey” (sim com “y”) pede: “E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê.” Trazendo para estas terras recentemente descobertas o “favor”, o “jeitinho” português, o tão conhecido “uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto”. Isto sem falar em todos os que desfrutaram da “hospitalidade” indígena que é relatada em vários trechos e para todos os gostos.
Depois, avançando no tempo, temos os mais diversos desbravadores, em sua maioria degredados, que vieram para o Brasil, não que todos fossem de má índole, mas a tentativa de escravizar os índios (que quando caçados os filhos eram deixados no mato para as onças comerem). Sim nossos heróis desbravadores, os Bandeirantes (claro também eram assassinos covardes, estupradores, e ladrões – isso lembra Legião).
Mais alguns passinhos no tempo e chegamos à questão da escravidão dos africanos no Brasil, não podemos deixar de lembrar que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, que manteve o tráfico por muitos anos após sua proibição, e também que primeiro o governo imperial desonerou os fazendeiros, libertando crianças e velhos, que ao invés de fonte de trabalho eram de despesa, para somente em 1888, libertar os escravos sem qualquer direito a indenização, remuneração, moradia, NADA. Nossa tão comemorada Princesa Isabel e seu “papi” D. Pedro II e sua declaração da abolição que, nas entrelinhas, diz mais ou menos assim: “Estão livres, agora se vira neguinho!”.  Ou seja, a primeira governante (ou quase isso) a fomentar o desenvolvimento das favelas (as pejorativas, não as chiques de hoje).
Outro evento importante para a solução, captura e identificação dos responsáveis foram as eras Vargas (agora serei apedrejado em praça pública). O Pai dos Pobre (e mãe dos ricos); criou os direito trabalhistas (para trabalhadores que não tinham direito algum); nazista do fã clube do Hitler e do Mussolini; criador do PTB (e do PSD também). Talvez nosso presidente nanico e gaúcho tenha inaugurado abertamente a frase “Ele roubou mais fez!”, ou será que foi um ex-prefeito aqui de Pelotas? Fica a dúvida. O término dos seus governos terminou como todos sabem, com um tiro na cabeça não se sabe se por vergonha do que estava sendo descobertos sobre sua pessoa, ou se por medo de enfrentar o futuro. Que descanse em paz!
Em seguida (“em seguida” em termos históricos por favor) temos 64 e a quadrilha fardada toma o poder, ai melhor nem comentar: corrupção, favorecimento, tortura, perseguição, censura, assassinatos, e por ai vai...foram 19 anos...vindo a agonizar o regime quadrilheiro com o atentado no Rio Centro (lembram? Não vocês são muito novos para lembrar disso!).
Viva! Democracia! Tancredo morreu, veio o José Ribamar, hoje imortal e sultão do Ribamarquistão (ou Sarneiquistão, como dizem alguns, o lugar onde outrora era o estado do Maranhão) com suas ideias mirabolantes, e o jeitinho, a corrupção, os desmandos comendo solto pelo país. Não deu certo! Outra “salvação da lavoura”, o Marajá das Alagoas, o caçador de corruptos, o rei do visual, o carateca do século o “duela a quien duela” Fernando Afonso. Era a salvação, quase uma “Menina Superpoderosa”, forte, alto (alguns dizem que também era bonito)...inaugurou o impechment no Brasil. Sem comentários.
Asumiu o Itamar com seu ministro FHC, o Plano Real, ai as coisas começaram a entrar nos eixos. O FHC virou presidente, o Real continuou dando certo, veio o Luis Ignácio, o real também continuo na mesma, a economia numa boa (isso é gíria velha), veio a Dilma, manteve tudo na mesma, o Real, sempre o Real...pena que nenhum deles se lembrou que continuavam alimentando a corrupção, dando “papinha” para os “bebês” de Brasilia, esqueceram que a saúde, a educação, a infraestrutura, tudo isso precisa de algo além do que um Plano Real. Alguns esquerdas assumiram o poder neste meio tempo pós-ditadura ,mas mantiveram os mesmo discursos de seus antecessores, fossem eles de centro ou abertamente de direita. Um certo governante chegou ao cúmulo de assinar um projeto de lei e não cumpri-lo quando tornou-se governador (né Tarso?).
E no rastro dessa situação onde não se sabe mais o que é quem, pois governo e oposição só separam-se em vésperas de eleição (como está acontecendo agora), surgiram novas-velhas esquerdas, com a mesma conversa das esquerdar anteriores, tirando coelhos da cartola, tornando tudo fácil como qualquer vertente político-partidária faz enquanto não chega ao poder.
Ou seja, acho que consegui ajudar o governador de São Paulo. Para se buscar, descobrir, responsabilizar a todos os que praticaram os atos de vandalismo basta prender, ou chamar para “averiguação” Caminha, vulgo Pero Vaz; alguns líderes Bandeirantes (sugiro os que fundaram São Paulo); a Isabel, outrora princesa e seu pai Pedro II; o baixinho (não da Xuxa mas de Hitler e Mussolini) G. Vargas – inclusive é nome de bairro aqui em Pelotas;  os fardados de 64 à década de 80 – alguns estiveram e estão em Brasilia ainda; Sua Majestade o Sultão do Ribamarquistão (esse pode deixar para mais tarde pois é imortal); Sua Majestade o Marajá das Alagoas; a dupla sertaneja Itamar e FH; e, por fim, mas não menos importante, os irmãos siameses Luis e Dilma.

Pronto! Facinho, facinho. E nem máscara eles usam.

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