Acabei de ouvir
o governador Geraldo Alkimin falar, em tom sério e com ares de gravidade e
preocupação, que os responsáveis, pelos atos de vandalismo em São Paulo, os
hoje chamados de “mascarados” serão identificados e responsabilizados...Impossível
não parar para pensar, ao menos para os que praticam ainda este ato, nestes “responsáveis”
que serão identificados, os mascarados como já disse.
Meu peito
encheu-se de responsabilidade cívica (isso é lá do tempo da Moral e Cívica e
OSPB nas escolas) e decidi tentar ajudar o nosso tão empenhado e tristonho
governador de São Paulo a realizar tão árdua tarefa. Comecemos pelo início,
como diria o bom e velho dito popular.
Houve um certo Caminha, cuja alcunha era Pero Vaz que ao
término de uma carta para “El Rey” (sim com “y”) pede: “E pois que, Senhor, é certo que tanto
neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for,
Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer
singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o
que d'Ela receberei em muita mercê.” Trazendo para estas terras recentemente descobertas o “favor”, o “jeitinho”
português, o tão conhecido “uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto”. Isto
sem falar em todos os que desfrutaram da “hospitalidade” indígena que é
relatada em vários trechos e para todos os gostos.
Depois, avançando
no tempo, temos os mais diversos desbravadores, em sua maioria degredados, que
vieram para o Brasil, não que todos fossem de má índole, mas a tentativa de
escravizar os índios (que quando caçados os filhos eram deixados no mato para
as onças comerem). Sim nossos heróis desbravadores, os Bandeirantes (claro
também eram assassinos covardes, estupradores, e ladrões – isso lembra Legião).
Mais alguns
passinhos no tempo e chegamos à questão da escravidão dos africanos no Brasil,
não podemos deixar de lembrar que o Brasil foi o último país a abolir a
escravidão, que manteve o tráfico por muitos anos após sua proibição, e também
que primeiro o governo imperial desonerou os fazendeiros, libertando crianças e
velhos, que ao invés de fonte de trabalho eram de despesa, para somente em
1888, libertar os escravos sem qualquer direito a indenização, remuneração,
moradia, NADA. Nossa tão comemorada Princesa Isabel e seu “papi” D. Pedro II e
sua declaração da abolição que, nas entrelinhas, diz mais ou menos assim: “Estão livres, agora se vira neguinho!”. Ou
seja, a primeira governante (ou quase isso) a fomentar o desenvolvimento das
favelas (as pejorativas, não as chiques de hoje).
Outro evento
importante para a solução, captura e identificação dos responsáveis foram as
eras Vargas (agora serei apedrejado em praça pública). O Pai dos Pobre (e mãe
dos ricos); criou os direito trabalhistas (para trabalhadores que não tinham
direito algum); nazista do fã clube do Hitler e do Mussolini; criador do PTB (e
do PSD também). Talvez nosso presidente nanico e gaúcho tenha inaugurado
abertamente a frase “Ele roubou mais fez!”,
ou será que foi um ex-prefeito aqui de Pelotas? Fica a dúvida. O término dos
seus governos terminou como todos sabem, com um tiro na cabeça não se sabe se
por vergonha do que estava sendo descobertos sobre sua pessoa, ou se por medo
de enfrentar o futuro. Que descanse em paz!
Em seguida (“em
seguida” em termos históricos por favor) temos 64 e a quadrilha fardada toma o
poder, ai melhor nem comentar: corrupção, favorecimento, tortura, perseguição,
censura, assassinatos, e por ai vai...foram 19 anos...vindo a agonizar o regime
quadrilheiro com o atentado no Rio Centro (lembram? Não vocês são muito novos
para lembrar disso!).
Viva!
Democracia! Tancredo morreu, veio o José Ribamar, hoje imortal e sultão do
Ribamarquistão (ou Sarneiquistão, como dizem alguns, o lugar onde outrora era o
estado do Maranhão) com suas ideias mirabolantes, e o jeitinho, a corrupção, os
desmandos comendo solto pelo país. Não deu certo! Outra “salvação da lavoura”,
o Marajá das Alagoas, o caçador de corruptos, o rei do visual, o carateca do
século o “duela a quien duela” Fernando Afonso. Era a salvação, quase uma “Menina
Superpoderosa”, forte, alto (alguns dizem que também era bonito)...inaugurou o impechment no Brasil. Sem comentários.
Asumiu o Itamar
com seu ministro FHC, o Plano Real, ai as coisas começaram a entrar nos eixos.
O FHC virou presidente, o Real continuou dando certo, veio o Luis Ignácio, o
real também continuo na mesma, a economia numa boa (isso é gíria velha), veio a
Dilma, manteve tudo na mesma, o Real, sempre o Real...pena que nenhum deles se
lembrou que continuavam alimentando a corrupção, dando “papinha” para os “bebês”
de Brasilia, esqueceram que a saúde, a educação, a infraestrutura, tudo isso
precisa de algo além do que um Plano Real. Alguns esquerdas assumiram o poder neste meio tempo pós-ditadura ,mas mantiveram
os mesmo discursos de seus antecessores, fossem eles de centro ou abertamente
de direita. Um certo governante chegou ao cúmulo de assinar um projeto de lei e
não cumpri-lo quando tornou-se governador (né Tarso?).
E no rastro
dessa situação onde não se sabe mais o que é quem, pois governo e oposição só separam-se
em vésperas de eleição (como está acontecendo agora), surgiram novas-velhas
esquerdas, com a mesma conversa das esquerdar anteriores, tirando coelhos da
cartola, tornando tudo fácil como qualquer vertente político-partidária faz
enquanto não chega ao poder.
Ou seja, acho
que consegui ajudar o governador de São Paulo. Para se buscar, descobrir,
responsabilizar a todos os que praticaram os atos de vandalismo basta prender,
ou chamar para “averiguação” Caminha, vulgo Pero Vaz; alguns líderes
Bandeirantes (sugiro os que fundaram São Paulo); a Isabel, outrora princesa e
seu pai Pedro II; o baixinho (não da Xuxa mas de Hitler e Mussolini) G. Vargas –
inclusive é nome de bairro aqui em Pelotas; os fardados de 64 à década de 80 – alguns
estiveram e estão em Brasilia ainda; Sua Majestade o Sultão do Ribamarquistão
(esse pode deixar para mais tarde pois é imortal); Sua Majestade o Marajá das Alagoas;
a dupla sertaneja Itamar e FH; e, por fim, mas não menos importante, os irmãos
siameses Luis e Dilma.
Pronto!
Facinho, facinho. E nem máscara eles usam.
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